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Transformando Dados em Decisões: A Relevância das Pesquisas OD e PD

Transformando Dados em Decisões: A Relevância das Pesquisas OD e PD

Minha curiosidade por mobilidade nasceu quando percebi que cada deslocamento conta uma história e entender essas histórias é essencial para o planejamento de cidades e rodovias.

- Mas como fazer isso?
A resposta está em duas ferramentas essenciais: a pesquisa origem-destino (OD) e a preferência declarada (PD).
Essas duas ferramentas são fundamentais para decifrar o comportamento dos motoristas. A OD mapeia de onde vêm e para onde vão. A PD investiga o “porquê”, o que influencia suas decisões, como tempo, custo, conforto e segurança.
A pesquisa OD serve para montar a tão conhecida “matriz origem-destino”: a espinha dorsal de qualquer modelagem de tráfego. Já a PD ajuda a entender as preferências subjetivas do motorista, alimentando modelos econométricos que tentam simular decisões reais.

Mas analisar essas pesquisas não é tão simples.

A coleta envolve abordagem direta a motoristas e um controle amostral rigoroso. Depois vem a etapa de verificação: cada entrevista passa por um pente-fino técnico:
- A origem e o destino fazem sentido geográfico?
- A viagem realmente passa pelo ponto de coleta?
- O motorista respondeu com consistência?
- Houve recusa, resposta incompleta ou abandono da entrevista?

Se não passou nesses critérios, a resposta é excluída. E aqui entra um ponto importante: não se edita a resposta do motorista para “corrigir” erros lógicos. Isso evitaria vieses e garante a integridade do banco de dados.

Na prática, boas campanhas de OD e PD seguem algumas regras de ouro:
- Executar a pesquisa simultaneamente nos dois sentidos da via;
- Garantir a amostra mínima definida no plano amostral;
- Ajustar o planejamento sem comprometer a qualidade dos dados.

Na FMartins Engenharia  realizamos isso na prática! Aqui as pesquisas são tratadas como uma janela aberta para a lógica de mobilidade de um território. Se tornando mapas mentais coletivos que ajudam a desenhar políticas públicas, dimensionar infraestruturas e prever impactos de novos empreendimentos.

Becker, G. S. (1965). A Theory of the Allocation of Time. Economic Journal, vol. 75, n. 299, pp. 493-517


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